quinta-feira, 20 de setembro de 2012



OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS: CONCLUSÃO


Encerro hoje esta longa catequese sobre os Mandamentos da Lei de Deus. Faço-o com as palavras do Papa Bento XVI no dia 19 de março de 2006, na homilia da Missa do Terceiro Domingo da Quaresma e logo em seguida, ao meio-dia, após a oração do “Anjo do Senhor” (o relevo em negrito é meu):

Na homilia da Missa: “Ouvimos juntos uma página do Livro do Êxodo, aquela na qual o autor sagrado relata a entrega a Israel do Decálogo da parte de Deus. Um detalhe impacta imediatamente: a enunciação dos mandamentos está introduzida por uma significativa referência à libertação do povo de Israel. Diz o texto: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirou do país do Egito, da casa da escravidão” (Êxodo 20, 2).

O Decálogo, portanto, quer ser uma confirmação da liberdade conquistada. Com efeito, os mandamentos, se são vistos em profundidade, são o meio que o Senhor nos dá para defender a nossa liberdade tanto dos condicionamentos internos das paixões como dos abusos externos dos mal intencionados. Os “não” dos mandamentos são outros tantos “sim” ao crescimento de uma autêntica liberdade.

Há uma segunda dimensão no Decálogo que também convém sublinhar: mediante a Lei dada pela mão de Moisés, o Senhor revela que quer fechar com Israel um pacto de aliança. A lei, portanto, mais que uma imposição, é um dom; mais que mandar o que o homem deve fazer, ela quer manifestar a todos a eleição de Deus. Deus está da parte do povo eleito; libertou-o da escravidão e o rodeia com sua bondade misericordiosa. O Decálogo é testemunho de um amor de predileção.”

Após a oração do “Anjo do Senhor” o Papa disse: “O homem moderno não compreende os mandamentos; toma-os por proibições arbitrárias de Deus, por limites postos à sua liberdade. Mas os mandamentos de Deus são uma manifestação de seu amor e de sua solicitude paterna pelo homem. «Cuida de praticar do que te fará feliz” (Deuteronômio 6,3; 30,15s): este, e não outro, é o objetivo dos mandamentos.

Em algumas passagens perigosas do caminho que leva ao Monte Sinai, onde os dez mandamentos foram dados por Deus, para evitar que algum distraído ou inexperiente saia do caminho e se precipite ao vazio, colocaram-se sinais de perigo, alertas, ou se criaram barreiras. O objetivo dos mandamentos não é diferente disso. Nós mesmos vemos o que se passa na sociedade quando se pisoteiam sistematicamente certos mandamentos, como o de não matar ou não roubar...”

Pense nestas palavras do Papa e reavalie seu modo de ver os Mandamentos da Lei de Deus. E que seja de Jesus a última palavra: “Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (João 14,21). Não poderia haver recompensa maior para quem procura ser fiel à vontade de Deus.

PS O texto acima tem como autor Dom Hilario Moser,sdb, Bispo Emérito de Tubarão, SC e é aqui transcrito com sua autorização.


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