O SÉTIMO MANDAMENTO MANDA SER SOLIDÁRIOS
Faz parte do sétimo mandamento no setor da justiça social também a solidariedade. De fato, o Catecismo da Igreja Católica n. 2437-2438 observa: “No plano internacional, a desigualdade dos recursos e dos meios econômicos é tão grande que provoca entre as nações um verdadeiro fosso. De um lado, estão os que detêm e desenvolvem os meios de crescimento e, de outro, os que acumulam as dívidas. Diversas causas, de natureza religiosa, política, econômica e financeira, conferem hoje à questão social uma dimensão mundial”.
O Catecismo continua: “A solidariedade é necessária entre as nações cujas políticas já são interdependentes. É ainda mais indispensável quando se torna preciso deter ‘os mecanismos perversos’ que impedem o desenvolvimento dos países menos avançados. Urge substituir os sistemas financeiros abusivos e mesmo usurários, as relações comerciais iníquas entre as nações e a corrida armamentista por um esforço comum no sentido de mobilizar os recursos e objetivos de desenvolvimento moral, cultural e econômico, redefinindo as prioridades e as escalas de valores".
É possível definir algumas responsabilidades maiores. Aqui estão algumas:
• as nações ricas têm responsabilidades especiais graves para com as que não têm condições de se desenvolverem: é um dever de solidariedade e caridade;
• a ajuda direta é uma forma de atender às necessidades imediatas das nações que, por um motivo ou por outro, estão submersas em dificuldades especiais ou na miséria permanente;
• há também a necessidade de reformar as instituições econômicas e financeiras internacionais para que ajudem de forma mais equitativa os países menos desenvolvidos;
• na base de qualquer crescimento do desenvolvimento completo da sociedade humana está o senso de Deus e o reconhecimento do nosso lugar como criaturas; se não houver cuidado em cultivar esses valores, o egoísmo prevalecerá;
• a tarefa de intervir diretamente na construção política e na organização da vida social não cabe aos pastores, mas é vocação própria dos fiéis leigos, o que pode ser feito de diversas maneiras.
Quanto aos pobres, a Igreja ensina: “Deus abençoa aqueles que ajudam os pobres e reprova aqueles que se afastam deles: ‘Dá ao que te pede e não voltes as costas ao que te pede emprestado’(Mateus 5,42). ‘De graça recebestes, de graça dai’ (Mateus 10,8). Jesus Cristo reconhecerá seus eleitos pelo que tiverem feito pelos pobres. Temos o sinal da presença de Cristo quando ‘os pobres são evangelizados’ (Mateus 11,53)”.
“O amor da Igreja pelos pobres... faz parte de sua tradição constante. Inspira-se no Evangelho das bem-aventuranças, na pobreza de Jesus e em sua atenção aos pobres. O amor aos pobres é também um dos motivos do dever de trabalhar, para se ter o que partilhar com quem tiver necessidade. Não se estende apenas à pobreza material, mas também às numerosas formas de pobreza cultural e religiosa. O amor aos pobres é incompatível com o amor imoderado das riquezas ou o uso egoísta delas” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2443-2445).
Em relação aos pobres há dois grandes meios a se levar em consideração:
• as obras de misericórdia: veja-as em Mateus 25,31-46; elas serão critério fundamental para nosso julgamento.
• o amor preferencial pelos pobres: o Antigo Testamento já o recomendava o amor pelos mais fracos: “Uma vez que nunca deixará de haver pobres na terra, eu te dou este mandamento. Abre tua mão para teu irmão, teu necessitado, teu pobre em tua terra” (Deuteronômio 15,11); palavras que Jesus fez suas: “Os pobres, sempre os tendes convosco. A mim, no entanto, nem sempre tereis” (João 12,8).
PS O texto acima tem como autor Dom Hilario Moser,sdb, Bispo Emérito de Tubarão, SC e é aqui transcrito com sua autorização.
PS O texto acima tem como autor Dom Hilario Moser,sdb, Bispo Emérito de Tubarão, SC e é aqui transcrito com sua autorização.


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