segunda-feira, 26 de abril de 2010

Oração pelas vocações

47o. DIA DE MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES.

Dia 25 passado, 4o. Domingo da Páscoa, chamado domingo do Bom Pastor, celebramos em nossas Dioceses, Paróquias e Comunidades, o 47o. Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

O nome de Bom Pastor dado a esse domingo, se justifica pelo texto do evangelho poclamado na missa desse dia, (João 10, 27-30).

Por identificar-se o sacerdote com o perfil do Bom Pastor, é providencial fazer deste 4o. Domingo da Páscoa o Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

Já no versículo 11 e seguintes desse capítulo, Jesus se define como Bom Pastor, apresentando o perfil desta figura tão querida ao seu Divino Coração, em radical contraste com a figura do mercenário:

"O Bom Pastor da a vida por suas ovelhas. Mas o mercenário, aquele que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê o lobo que se aproxima e abandona as ovelhas e foge. O lobo arrebata e dispersa as ovelhas. É mercenário e não se preocupa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor. Conheço minhas ovelhas e minhas ovelhas me conhecem, assimcomo o Pai me conhece e eu conheço o Pai. E dou minha vida por minhas ovelhas" (Jo 10, 11-15).

Ao encontrar-se nesse domingo, na Praça de São Pedro, em Roma, com milhares de peregrinos vindos do mundo inteiro, Bento XVI convidou aos pais a rezarem para que seus filhos se abram à escuta de Jesus, lembrando que: "a primeira forma de testemunho que suscita vocações é a oração"

"Pedi ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe" (Mt 9, 38). com estas palavras, Jesus expressava muito mais que um simples conselho ou admoestação.

A humilde insistência de Santa Mônica em suplicar a Deus a graça da conversão de seu filho Agostinho, é vista pelo Papa, como significativo exemplo da eficácia da oração dos pais em favor de seus filhos.

Entretanto, com a necessária oração dos cristãos pelas vocações sacerdotais e religiosas é imprescindivel o testemunho de vida santa, fiel e perseverante, daqueles que respondendo ao chamado divino, assumem o sacerdócio ou a vida consagrada: "não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos institui para que vades e produzais fruto e vosso fruto permaneça..." (Jo 15, 16).


Então, ninguem pode se arrogar essa dignidade, mas deve ser chamado por Deus, como o foi o mesmo Cristo: "assim também Cristo não atribui a si proprio a glória de tornar-se pontifice; mas foi elevado por aquele que lhe disse..."Tu es sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec": (Hb 5, 4-6).


A fidelidade perseverante do sacerdote é portanto um direito sagrado dos membros da Igreja, na qual, pela qual e para a qual ele livre, sabendo e querendo se tornou ministro do Senhor a serviço de seu povo e o seu rebanho, que é a mesma Igreja ou se consagrou no seguimento do Cristo pobre, casto e obediente.


Concluindo: todos nós pastores e fieis temos sumo interesse em que nossos queridos irmãos sacerdotes sejam santos, zelosos pastores, autênticos ministros do Senhor.

Então cabe a nós o grave dever da oração, da penitência e das boas obras pela santificação do Clero.

Para sua reflexão:

1. O padre para você tem o perfil constitutivo instituido pelo mesmo Cristo?

2. O que você faz em termos de oração, penitência e boas obras para a santificação do Clero?

3. Como você atua na pastoral vocacional de sua Diocese, Paróquia, Comunidade?

4. Qual sua colaboração de discipulo(a) e missionario(a) com o padre que está à frente de sua Paróquia ou Comunidade?


Dom Fernando Legal, SDB

Bispo Emerito de São Miguel Paulista.

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