NO BATISMO RENUNCIAMOS AO "MUNDO" E AO MALIGNO
No dia seguinte à celebração da festa do Batismo do Senhor, tem inicio no calendário litúrgico o Tempo Comum.
Tendo presente a importancia fundamental do Batismo para a vida cristã, com a devida autorização do autor, julgamos ser do interesse e de proveito para nossos seguidores, imprimi-lo aqui, como segue..
Um dos momentos significativos do Batismo é aquele em que os padrinhos, em nome do batizando/a, renunciam ao mal, em particular, ao Maligno, isto é, o Diabo, responsável supremo por todo o mal no mundo.
Aqui convém meditar estas palavras do apóstolo João: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência humana, a cobiça dos olhos e a ostentação da riqueza - não vem do Pai, mas do mundo. Ora, o mundo passa, e também sua cobiça; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 João 2,15-17).
Aqui a palavra “mundo” não significa o universo (céu, terra, mar, estrelas...); para São João, “mundo” é o conjunto de tudo o que se opõe a Deus, de tudo o que é mau.
Se repararmos bem, o mundo é isso mesmo. A concupiscência da carne é a busca desordenada do prazer, sobretudo por aqueles cujo deus é o estômago e o sexo. A cobiça dos olhos significa a vontade de possuir: encher a casa e o coração de bugigangas, dinheiro, bens, possuir, possuir, possuir.
A ostentação da riqueza é a vaidade, desfilar diante dos outros o próprio luxo e bem-estar; quanto aos pobres... bem, os pobres, alguém irá cuidar deles...
Realmente o mundo é isso. Ele é, por isso, inimigo de Deus. Quem ama o mundo é mundo, quem ama a Deus vive de Deus. Não há acordo possível entre Deus e o mundo. Jesus não disse: “Ninguém pode servir a dois senhores. Pois vai odiar a um e amar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro.” (Lucas 16,13)?
Tome cuidado com o mundo: ele pode encher seu bolso de dinheiro, seus olhos de vaidade, seu estômago de comida e dar-lhe todos os prazeres do sexo. Seu coração, porém, ficará vazio. E sem Deus, você não é nada!
Por trás do mundo, entendido como tudo o que se opõe a Deus, está o diabo. Por isso, fique atento à última invocação do Pai-nosso: “Mas livrai-nos do mal”. Esse mal é muito mais do que um mal qualquer; é o Mal, com letra maiúscula, o Maligno, o Diabo.
Preste atenção às palavras de São João: “Aquele que pratica o pecado é do diabo, porque o diabo é pecador desde o princípio. Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo... Nisto se revela quem é filho de Deus e quem é filho do diabo... Todo aquele que não pratica a justiça não é de Deus, como também não é de Deus quem não ama o seu irmão.” (1 João 3, 8.10).
Estas palavras não são brincadeira. Na oração que Jesus fez a seu Pai, referindo-se a seus apóstolos, disse: “Eu não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno.” (João 17,15). Será que Jesus iria brincar com uma coisa dessas?
O Catecismo da Igreja Católica, comentando a invocação final do Pai-nosso “mas livrai-nos do Mal”, explica: “Neste pedido, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O diabo - segundo a etimologia da palavra grega - é aquele que se atira no meio do plano de Deus e de sua obra de salvação realizada em Cristo.
“Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira” (João 8,44), “Satanás (é) sedutor de toda a terra habitada” (Apocalipse 12,9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo” (Catecismo da Igreja Católica nn. 2851-2852).
Cuidado com o “mundo” e com o Maligno: eles tramam contra Deus e contra a sua felicidade eterna. Por isso, procure viver coerentemente o seu Batismo; a porta para o Diabo estará sempre fechada.
NB - O presente texto foi aqui reproduzido com a devida autorização de seu Autor
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
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