sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Lição de Vida - O Computador

Lição de Vida: Computador SIM, sempre que usado para tornar-se BOM e para fazer o BEM


Esta Lição de Vida nos é tranmitida por Dom Edvaldo G. Amaral SDB(*)

A um médico, durante exame clínico computadorizado, perguntei certa vez: “Doutor, se de repente desaparecessem todos os computadores do mundo, o que vocês iriam fazer?” E o clínico respondeu-me de imediato: “Padre, iríamos para casa descansar, porque nada mais teríamos a fazer nem poderíamos.”

Por esse exemplo fica configurada a absoluta necessidade, - e até diria indispensabilidade - do computador na vida moderna. Sua presença nota-se do consultório médico à sacristia das igrejas, dos escritórios e escolas até os lares, em vários ambientes, inclusive o quarto de dormir, sobretudo dos jovens.

Sua presença é universal, seu uso constante e imprescindível. E agora temos a notícia de que, nas escolas públicas do estado americano de Atlanta, neste ano letivo, que agora começa lá, os alunos não aprenderão mais a escrever o alfabeto e sim a digitá-lo no teclado do computador.

Mas, há algo a refletir sobre esse fenômeno moderno, que transformou nossa cultura. Uma charge, que recebi pela internet, retratava um jovem, sentado diante de um notebook, que interrogava o pai: “Papai, lá em nossa escola, além do velho computador (vejam como eles já chamam o PC...), usamos também o IPad, o IPhone, o Smartphone, o Youtube, o Orkut, o Facebook e outras redes sociais.

E o senhor, papai, que usava em sua escola?” O velho, sentado em sua cadeira de balanço, folheando o diário preferido, respondeu sisudo e circumspecto: “A CABEÇA!”

É assim mesmo... será que na escola de hoje, ainda se usa a CABEÇA? Falando dos pífios resultados do último ENEM, que ela classificou como “desastre do ensino médio”, conhecida revista de divulgação nacional proclamava no título da reportagem, referindo-se aos alunos, que obtiveram tão desastrosos resultados: “É preciso preencher a cabeça deles!”

Fico pensando em Dom Bosco, Pai e Mestre da Juventude, grande Evangelizador dos Jovens, que escreveu tantos livros populares e era periodista das populares “Leituras Católicas”, mensalmente por ele editadas e escritas com caneta de molhar na tinta.

Seus três primeiros biógrafos, Pe. Lemoyne, Pe. Amadei e Pe. Céria, escreveram também à tinta as 3577 páginas dos vinte volumes de suas “Memórias biográficas”.

Talvez o último, Pe. Eugênio Ceria, já terá utilizado a velha e boa máquina de escrever. Dizem também que o último dos cinco ministros, defenestrados no atual governo, teria pedido uma máquina de escrever (teria sido uma velha “Remington”?) para redigir a carta de sua demissão. Será verdade?

O computador é bom, ou melhor, hoje é indispensável. Mas é uma máquina. Apenas uma máquina.

Foi com um deles que escrevi esta matéria e todos os meus opúsculos, a partir do terceiro. É por ele, pela internet, que se envia o artigo escrito à redação dos jornais.

Mas, repito, é apenas uma máquina. Não mais do que uma máquina. E tanto pode servir para o bem, grande bem, como para o mal: para a corrupção dos costumes, para divulgar imagens eróticas, para organizar crimes, para destruir reputações e assim por diante.

Computador, SIM, Mas o Computador para nos ajudar a ser Bons e a fazer o BEM.

(Fonte: Dom Edvaldo G. do Amaral, SDB. Arcebispo Emérito de Maceió).

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Lições de Vida: O Buraco Negro



"Lição de Vida" - O Buraco Negro


Você vai conhecer agora mais uma bela lição de vida, que nos mostra o que de fato seja educar: Transmitir valores humanos e cristãos, construindo o honesto cidadão e o bom cristão.


Em uma escola, estamos no início de mais um dia de aula. Na sala de aula um grupo de adolescentes aguarda a chegada do professor. O professor chega e é cumprimentado pelos alunos.


Em suas primeiras palavras, o professor anuncia uma inesperada prova de avaliação dos alunos, que perplexos e assustados, se interrogam o porque dessa atitude inusitado do mestre. Tratava-se de uma prova não programada, que os pega de surprêsa e portanto, despreparados.

Sem explicação, o professor passa pelos alunos distribuindo uma folha pedindo que não toquem nela. Uma vez distribuidas as folhas, pede aos alunos que as virem mostrando seu verso.

Então os alunos se encontram diante de uma página em branco com um ponto negro no centro.

Dirigindo-se aos alunos o professor anuncia o conteúdo da prova, elaborar um texto inspirado na folha em branco com um ponto negro no cento.

Depois de certo tempo, as folhas são recolhidas e o professor passou a ler o que nelas estava escrito e comentou: esta prova quer ser apenas, uma Lição de Vida.

E continuou, todos os textos que vocês produziram, se concentraram na interpretação do buraco negro no centro de uma folha em branco, de modo negativo, identificando-o com desgraça, destruição e morte de todo tipo, sem nenhuma referência à página em branco.

No entanto, uma visão positiva nos faz ver que o buraco negro nada mais é que um pequeno espasso da folha que em quase sua totalidade continua sendo uma página em branco.

Isto acontece, quando somos dominados pelo buraco negro, onde tudo em nós e no que fazemos é tido como negativo, quando na realidade coexiste com o pequeno espaço do buraco negro, um enorme espasso repleto de tanta coisa boa e bonita, tornando nossa vida bela, um precioso dom de Deus, prazeirosa em ser vivida e colocada ao serviço da civilização do amor.

Cultivar a auto estima é um antídoto na superação da tentação do terrotismo.

O joio e o trigo é o assunto de uma das parábolas de Jesus, mencionada por Mateus, 13, 24-30 onde o Divino Mestre nos ensina ser:

"O Reino dos Céus é como alguem que semeia a boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio... Os servos perguntaram ao dono: Queres que vamos retirar o joio? Não, disse ele. Pode acontecer que ao retirar o joio, arraqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita..."
A folha branca de nossa historia é o mundo, o buraco negro (o mal), é o joio e o restante da folha branca é o trigo (o bem). Bem e Mal coexistem até que o bem vença o mal.

Conclusão: a certeza da fé nos garante que vivendo num contexto de bem e mal, não seremos derrotados e destruidos pelo mal, buraco negro, o joio, mas que dinamizados pela esperança da vitória do Bem sobre o mal, com corragem faremos valer a boa semente do bem (o trigo), existente em nós, feitos à imagem e semelhança de Deus, e no mundo a maravilhosa obra do infinito podere amor do Divino Criador.


Deus é Amor, Amor que se fez nosso Pai, Pai que nos redimiu em Cristo, libertando-nos do pecado, da morte e todo mal, para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância.


Para sua reflexão


01. Você cultiva sua auto estima?


02. Sua auto estima se fundamenta em valores humanos cristãos?


03. Como você administra sua inserção numa realidade marcada pela presença do bem e do mal?


04. Que influência exerce sobre você o bem ou o mal existentes em sua vida?


05. Sua fé lhe da a certeza da vitória final do bem sobre o mal

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PENTECOSTES - O ESPIRITO SANTO NA IGREJA

PENTECOSTES - O ESPIRITO SANTO NA IGREJA

A nós descei divina luz,
Em nossas almas acendei
O amor de Jesus
Enviai o vosso Espírito

E renovai a face da terra

Vinde todos adorá-lo

A celebração de Pentecostes torna presente na Igreja e no mundo um momento singular do mistério salvífico de Cristo, ou seja, a manifestação da universalidade da vontade salvifica de Deus Pai, uma vez que a salvação tem como destinatário toda criatura humana: de todos os tempos, de todos os lugares, de todas as culturas, de todas raças e nações, “e toda a carne verá a salvação de Deus” (Lc 3, 6), e ainda “Pois a graça salvadora de Deus, manifestou-se a toda a humanidade" (Tt 2, 11)


Em sua primeira viagem, Paulo e Barnabé, estando em Antioquia, diante da oposição dos judeus, que ensinavam: “Se não fordes circuncidados, como ordena a Lei de Moises, não podereis ser salvos” (At 15, 1), os não judeus da cidade, que maciçamente aderiram à Palavra do Senhor, alegraram-se ao ouvirem desses apóstolos: ”Pois esta é a ordem que o Senhor nos deu: Eu te constitui como luz das nações, para levares a salvação até os confins da terra” (At 13, 47).

Assim se manifesta a universalidade da vontade salvífica de Deus, que é radicalmente inclusiva, opondo-se a qualquer tipo de exclusão.


Tal doutrina ficou definida, quando em Jerusalém, na reunião dos Apóstolos depois de longa discussão: "Pedro levantou-se e falou: Irmãos, vos sabeis que, desde os primeiros dias, Deus me escolheu dentre vos, para que os pagãos ouvissem de minha boca a palavra da Boa Nova e abraçassem a fé. Ora Deus, que conhece os corações, lhes prestou uma comprovação, dando-lhes o Espírito Santo, como o deu a nós. E não fez discriminação entre nós e eles, mas purificou o coração deles mediante a fé... Ao contrario é pela graça do Senhor Jesus que cremos ter sido salvos, exatamente como eles" (At 15, 7-12).

Essa universalidade da vontade salvífica de Deus, é garantida pela perenidade da Missão do Divino Salvador, que a partir de sua gloriosa ascensão, não nos deixa órfãos, mas nos envia o Espírito Santo, precisamente para que essa vontade universal de Deus, aconteça realmente.

De fato, uma vez cumprida a Missão que o Pai lhe confiara, o Salvador volta para junto d'Ele e de junto dEle envia o Espírito Santo, consolidando e perenizando Sua Missão.

O Ano Litúrgico, ao celebrar o mistério integral de Cristo, vivencia por etapas, dentro de um processo evolutivo, os acontecimentos mais significativos desse mesmo mistério.

Nessa perspectiva, a festa de Pentecostes, torna presente no hoje da historia o dom do Espírito Santo à Igreja, Corpo Místico de Cristo, que nEla permanece até o fim dos tempos, para concretizar a perenidade da missão de Cristo, e realizar a universalidade da Vontade Salvífica de Deus, conforme o texto do evanglho de São João:

“Tenho ainda muitas coisas a vos dizer, mas não sois capazes de compreender agora. Quando ele vier, o Espírito da Verdade, vos guiara em toda verdade. Ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo quanto tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque recebera do que é meu para vos anunciar”
(Jô, 16, 12-14).

Pentecostes é a Epifania da Igreja, que uma fez manifestada a uma multidão, na pessoa dos Apóstolos e Discípulos, inicia sua peregrinação terrena, através dos séculos:


Mas recebereis o poder do Espírito Santo que vira sobre vos, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Sumária, até os confins da terra” (At 1, 8)


Com o Espirito Santo é oferecida, pela mediação da Igreja, a salvação a todo ser humano, a humanidade inteira indiscriminadamente, como se encontra no envio feito por Jesus: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado, será salvo. Quem não Crer será condenado” (Mc 16, 15s.).

Celebrar o Dia de Pentecostes é muito mais do que simplesmente comemorar o acontecimento de um passado longínquo trata-se de tornar presente na Igreja e no Mundo, o mistério celebrado, como graça da Ação Salvifica de Cristo, nosso Deus e Salvador.

Professando nossa fé em um só Deus, na unidade das três Pessoas Divinas, tudo que atribuimos a uma dElas, se refere igualmente a um único Deus, como encontramos no prefácio da missa da Santíssima Trindade: “Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo poderoso. Com vosso Filho único e o Espírito Santo sois um só Deus e um só Senhor. Não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus. Tudo o que revelaste e nós cremos a respeito da vossa glória atribuímos igualmente ao Filho e ao Espírito Santo. E, proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro, adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade” (Missal Romano, Paulus Editora, pg 379).

Assim Deus, como tal é; Criador, Redentor e Santificador, mas atribuimos ao Pai a criação (Deus Criador); atribuimos ao Filho a redenção (Deus Retentor) e atribuimos ao Espirito Santo a santificação (Deus Santificador).

Na encarnação: "Quando se completou o tempo previsto, o Pai envia seu Filho, nascido de mulher...para recebermos a dignidade de filhos. E a prova de que sois filhos é que Deus enviou aos nossos corações o Espirito de do seu Filho que clama Abá, Pai...tudo isto por graça de Deus" (Ga 4, 4-7).


O Filho, enviado pelo Pai, assume a natureza humana e pelo Espirito Santo, se fez carne no seio virginal de Maria e habitou entre nós (Jo 1, 14), Jesus de Nazaré, tido como o filho do carpinteiro José, (Mt 13, 55).

O Beato João Paulo II, na enciclica dedicada ao Espírito Santo, inspira-se na fé que a Igreja professa e proclama no Símbolo da Fé Niceno-Constantinololitano promulgado pelos Concílios de Niceia (ano 325) e de Constantinopla (ano 381): "Dominum et vivificantem", Aquele "que é Senhor e dá a vida".

Como membros do Corpo Místico de Cristo, nos tornamos filhos no Filho

(Jo 1, 12s), que é o primogênito de mutos irmãos e nEle também nós fomos concebitos por Maria, vivificados pelo Espírito Santo, Aquele que é Senhor e da a vida.

Esta é a vida de que fala Jesus: "...Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia" (Jo 10, 10).).
Acompanhando a Igreja no correr dos século, o Espírito Santo garante sua identidade de Comunidade Evangelizadora, uma Igreja que se evangeliza para evangelizar, tornando-se Discípula e Missionária de Jesus, como no-la apresenta o Documento de Aparecida.


Aos grandes desafios de mudança de época, que o Terceiro Milênio, apenas iniciado, apresenta à Igreja de Cristo, Ela cheia de esperança pela presença operante do Espírito Santo, propõe e assume a Nova Evangelização.


Fazer da Igreja a Casa e a Escola da Comunhão, é a proposta do Beato Papa João Paulo II, para a Ação Evangelizadora da Igreja no Terceiro Milênio.


Sem dúvida que caracterizada pelo um renovado ardor missionário, com novas expressões e com novos métodos e particularmente assistida pelo Espírito Santo, a Igreja crescera como Casa e Escola da Comunhão, colaborando para que o mundo seja mais humano, fraterno e solidario e reine a paz, fruto da justiça.


Enviai, Senhor, sobre os vossos filhos

o Espírito de Santidade



Que o Espirito nos ensine a rezar

Que Ele atraia nossas almas para Deus

Que nossas Almas em fogo se transformem

Pois é ardente o Espirito do Senhor


Para lutar, para vencer a Satã

Nos comunique a força de Deus

Que Ele encha os corações de alegria

E sua paz ilumine nossa fronte



Passo a passo Ele nos guie para Deus

E sua lei grave em nossos corações

Para servir na Igeja Santa do Cristo

E que nos dê a audácia dos Santos

domingo, 24 de abril de 2011

FELICITAÇÕES PASCAIS

FELIZ E SANTA PÁSCOA - 2011




CRISTO RESSUSCITOU E SEU POVO ILUMINOU,




POVO QUE ELE REMIU COM O SEU SANGUE ALELUIA


Em sua mensagem por ocasião da reza do "Regina Caeli" em 11 de abril de 2010, Bento XVI nos inclui entre os felizes destinatários da primeira aparição de Jesus aos seus Apóstolos, ao anoitecer do mesmo dia de sua Ressurreição (Jo 20, 19).

"A VISITA DO RESSUSCITADO NÃO SE LIMITA AO ESPAÇO DO CENÁCULO, MAS VAI ALÉM, PARA QUE TODOS POSSAM RECEBER O DOM DA PAZ E DA VIDA COM O "SOPRO CRIADOR".


E o Vigário de Cristo, nos lembra que nesta Aparição aos seus Apóstolos, o Ressuscitado entrando onde eles estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus, colocou-se no meio deles ofertou-lhes o DOM DA PAZ E O DOM DA VIDA:
O DOM DA PAZ: "A PAZ ESTEJA CONVOSCO": (J0 20,19),


O DOM DA VIDA: "... TENHAM A VIDA EM SEU NOME": (Jo. 20,31),


POR CREREM QUE JESUS É O CRISTO, O FILHO DE DEUS,

Incluidos por Bento XVI, entre os Apóstolo no Cenáculo, com eles somos enviados com a mesma MISSÃO, que é também a da propria MISSÃO Igreja, prenemente assistida pelo Paráclito.

Maria Madalena e a outra Maria, depois do sábado, na madrugada do primeiro dia da semana, foram ver o sepulcro. De repente, houve um grande terremoto e o anjo do Senhor desce do céu e se aproxima e remove a pedra e senta-se sôbre ela. Então o anjo falou às Mulheres:


"Vós não precisais ter medo. Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui. Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que Ele estava.


IDE DEPRESSA CONTAR AOS DISCÍPULOS:


ELE RESSUSCITOU DOS MORTOS E VAI À SUA FRENTE


PARA A GALILÉIA. LÁ O VEREIS ": (Mt 28, 5-7)


Na alegria da Ressurreição do Senhor Jesus, com fraterno afeto e de todo coração, desejo a voce que me honra acolhendo meu blog "O PÚLPITO DE UM BISPO EMÉRITO" e a quantos lhe são caros, UMA SANTA E FELIZ PÁSCOA, 2011.

Dom Fernando Legal, SDB
Bispo Emérito de São Miguel Paulista

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

LIÇÕES DE VIDA

Lições de Vida: Sinais de Esperança.

A Recuperação dos valores Humanos e Cristãos na superação da Violência

"Lições de Vida" recolhe no dia a dia das pessoas manifestações que retratam a beleza da vida, a alegria de viver, mesmo em situações adversas, como é o caso da violência, "Esperando contra toda esperança, ele (Abraão), firmou-se na fé..." (Rom 4, 18).

"Lições de Vida", é ter esperança de dias melhores, na certeza sedimentada na fé, como garantia de que a vida sempre pode ser diferente, isto é, ser melhor, uma vez que passe por um processo humano e cristão que recupere valores capazes de fazer do ser humano um forjador da paz, na civilização do amor

Toda moeda, por mais preciosa que seja, tem duas faces.


No caso do atual tecido social, temos de um lado da moeda, a marca da espiral da violência, cuja superação não acontece, apesar de todo esforço para superá-la, tanto por parte da sociedade civil, como por parte do poder publico.

Felizmente, temos de outro lado da moeda, a marca da beleza da vida. De fato, a vida é bela e vale apena investir nela o melhor que somos e temos, pois cremos ser ela o primeiro e mais importante valor da pessoa humana a nos proporcionar condições eficazes de superação da violência.

Se na primeira face da moeda, somos tentados pelo desânimo a aceitar a derrota na luta contra a violência, optando pela deserção, quase que dando como certa a supremacia do mal sobre o bem, do odio sobre o amor, como se a situação de violência que vivemos seja irreversivel.

Por outro lado, embora a cada instante percebamos o crescimento da violência, como uma assustadora espiral, que se difunde por toda parte, atingindo indiscriminadamente todo tipo de pessoa e instituição, superando os limites da racionalidade, cresce em nós a esperança da possibilidade de reverter esta situação, diante de gestos concretos de respeito mutuo e de humana solidariedade, que acontecem entre as pessoas, conscientes de que foram criadas por amor e para o amor, à imagem de seu Divino Criador.

A sociedade terá garantida sua sobrevivência na medida em que for superada a espiral da violência, pela recuperação dos valores humanos e cristãos, cultivados pela autentica educação, que não se reduz meramente ao ensino mas sobretudo, faz com que o educando desenvolva harmoniosamente todas as dimenssões de sua personalidade como se deu com o Verbo feito Homem: "Jesus progredia em saber, em estaturs e no favor de Deus e dos Homens" (Lc 2, 52).

A "Lição de Vida" desta reflexão, vem de um jovem pai, num gesto simples, de rico conteudo educativo, de quem é por natureza, o primeiro e mais importante educador do filhinho de tenra idade que tras no colo. E aconteceu na casa da Mãe Aparecdia.

Desconheço seu nome nem sei donde veio, nem sei se teve a rara sorte de frequentar univeridades e possuir titulos acadêmicos, sei apenas que se trata de um dos milhões de brasileiros, devotos da Mãe Aparecida, que cada ano são acolhidos por Ela em sua casa para pedir ou agradecer a poderosa intercessão da Padroeira do Brasil, junto do Pai do Céu. que cuida com infinito amor especialmente dos pobres, dramaticamente exprorados e marginalizados por uma sociedade egoista e gananciosa.

Talvez esse papai, como a grande parte dos trabalhadores desse nosso Brasil, estivesse desempregado ou ganhasse um minguado salario minimo, ou ainda, fosse socorrido por palhativos sociais que atestam o quanto esta longe de ser justo, esse salario chamado minimo.
Sei apenas que se trata de um audentico educador, qualificado pela escola da vida e habilitado pelo dom da paternidade, que o fezeram instrumento do amor criador de Deus, no filhinho que trazia no colo, com a desafiante missão de fazer dele um bom cristão e um honesto cidadão.



Foi precisamente desse jovem Pai que aprendi uma inesquecivel "Lição de Vida", numa tarde de fevereiro passado, no Santuário Nacional de Aparecida.




Tomado por intensa emoção, encontrava-me diante da pequenina imagem negra de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, admirando os romeiros, que piedosamente passavam por Ela, num eloquente testemunho de piedade simples de humildes pessoas, que ali cheios de fé, agradeciam ou pediam a intercesão da Mãe de Deus.

Como foi bom estar ali, junto da Mãe Maria, sentindo o calor humano na grandeza da fé catolica, superando o desânimo e adquirindo renovado ardor missionário, que nos relançam na luta pela paz e contra qualquer tipo de violência.

Foi nesse contexto, que passa por mim o jovem pai trazendo carinhosamente nos braços o filhinho de tenra idade e ao chegar diante da imagem, com o dedo indicador de sua mão estendida, aponta para a criança a veneranda imagem.

Instintivamente o gesto do pai é logo imitado pelo filhinho que também estende sua fragilmãozinha apontando para Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

No silencio dos gestos desse pai e de seu filhinho, brilha a luz da Palavra de Deus, "Lampada para meus passos é tua palavra e luz no meu caminho" (Sl 119, 105), e percebo certa sintonia com o texto de São João que ao ver JESUS, O mostra a dois de seus discipulos dizendo: "...Eis o Cordeiro de Deus! Os dois discipulos ouviram essa declaração de João e passaram a seguir Jesus. Jesus voltou-se para tras e ,vendo que eles o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Eles responderam Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras? Ele respondeu vinde e vede. Foram, viram onde morava e permaneceram com Ele aquele dia. Era por volta das quatro horas da tarde" (Jo 1, 36-39).

Conservadas as devidas proporções, o papai mostra ao filhinho a imagem da Mãe Aparecida à semelhança do Batista, que mostra aos seus dois discipulos o Divino Mestre.

Esperamos que como os discipulos do Batista, este pequeno romeiro de Aparecida, chegue a Jesus, conheça sua morada, com Ele permaneça e vivencie pela vida a fora a lição de seu papai.
Sentindo-se feliz, por ter seguido os passos de bom cristão e honesto cidadão do pai que Deus lhe deu, possa agradecer-lhe a rica "Lição de Vida" dele recebida na manhã de fevereiro deste ano, em Aparecida, ao indicar-lhe Maria como caminho eficaz para a verdadeira felicidade, Cristo Jesus..

Para os pais e demais educadores ainda vale e é atual a "Lição de Vida": "A criança é o barro mole, nas mãos do educador, que como o oleiro colabora para a felicidade ou desgraça de seu educando".

Dom Fernando Legal, SDB

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Campanha da Fraternidade 2011

Campanha da da Fraternidade 2011

Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta
Lema:“A Criação Geme em Dores de Parto” (Rom 8, 28).

Como para as Campanhas da Fraternidade anteriores, também para a de 2011, o Texto Base torna-se não só importante, mas até necessário, na veste de subsídio referencial oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para o êxito comunitário da mesma Campanha nossas Dioceses, Paróquias e Comunidades.

Dessa postura, depende, em grande parte o êxito da CF, sobretudo para as forças vivas de evangelização em nossas comunidades, particularmente para as Equipes da CF.

É tarefa fundamental dos Agentes da CF, em nossos Sub Regionais, Dioceses e Paróquias, acolher, assimilar, vivenciar, para comunicar com credibilidade o Texto Base.

O Texto Base, tem em cada Agente da CF um valioso multiplicador, garantindo a penetração da mesma não so em sua comunidade católica, mas ainda na sociedade em que esta inserida, como de fato tem positivamente acontecido em todos esses anos.

No Texto Base, o tema da Cf 2011 "Fraternidade e Vida no Planeta", é trabalhado segundo o método Ver, Julgar e Agir.

A compreensão do Texto Base, é facilitada, por três momentos interligados.

Num primeiro momento temos a busca do conhecimento da realidade em seus diversos niveis, modalidades e responsabilidades (VER).

Num seguno momento, essa realidade é iluminada pela luz da Palavra de Deus, que fornece criterios de avalação e de julgamento dessa realidade (JULGAR).

No terceiro momento, finalmente é concluido o processo, com gestos concretos, atraves de propostas que comprometam as pessoas e comunidades, tanto na Igreja, como na sociedade civil e no Poder Publico (AGIR).
O Texto da CF 2011, foi oficialmente lançado na Sede do Conselho Episcopal Sul 1, da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em São Paulo, no dia 26 de novembro passado, com a presença de entre outros, de Dom Nelson Westrupp, presidente do Regional, de Dom Airton José dos Santos, Secretário Geral, Em.mo Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, Dom Fernando Legal, Bispo Referência da CF, Pe. Nelson Rosselli Filho, Sub-Secretário Adjunto, Pe. Cicero Coordenador da CF e de uma representação qualificada de Agentes da CF e de lideranças de nossas comunidades.

O fato desse lançamento acontecer na Sede do Regional Sul 1 da CNBB, é sinal evidente do significado da Campanha da Fraternidade para a Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil em nosso Regional.

A Campanha da Fraternidade que acontece todos os anos por ocasião da Quaresma, é um momento forte de evangelização, em que na Igreja do Brasil é pastoralmente trabalhado em conjunto, um mesmo tema por todas as suas comunidades.

Em seu período de gestação, a Campanha da Fraternidade foi uma sementinha lançada em 1961 pela Cáritas Brasileira para arrecadar fundos em favor das atividades assistenciais e promocionais da entidade.

Esta atividade foi chamada pela primeira vez de Campanha da Fraternidade e realizada com apoio financeiro dos bispos norte-americanos, na Quaresma de 1962, em Natal, RN, com a adesão de outras três Diocese.

No ano seguinte, 1963 a Campanha da Fraternidade aconteceu em dezesseis Dioceses do Nordeste, dando origem ao embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares do Brasil à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja em nosso Pais.

Nesses inícios teve destacada atuação o Secretariado Nacional de Ação Social da CNBB, sob cuja dependência estava a Cáritas Brasileira, que tinha como presidente, o Dom Eugênio de Araújo Sales, Cardeal Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, na época Administrador Apostólico de Natal.
Este projeto, foi lançado em nível nacional, no dia 26 de dezembro de 1963, sob o impulso renovador do espírito do Concilio Vaticano II e realizado pela primeira vez na Quaresma de 1964 com o Tema:”Lembre-se, você também é Igreja”.

Finalmente, em 1965 a CNBB assume a Campanha da Fraternidade e cria a estrutura básica da mesma. Estava consolidada a Campanha da Fraternidade na Igreja de Cristo no Brasil.

Em sua fase inicial, 1964 - 1972, a Campanha da Fraternidade busca a renovação interna da Igreja e a renovação do Cristão.

A partir de 1973 a Campanha da Fraternidade inicia uma nova fase, ao preocupar-se com a realidade social do povo brasileiro e suas situações existenciais, denunciando o pecado social e promovendo a justiça, com o Tema: “Fraternidade e Libertação - O egoísmo Escraviza, o Amor Liberta”.

Com esta nova fase, mesmo sendo a Campanha da Fraternidade, uma iniciativa pastoral da Igreja Católica, já em sua décima realização, ela se abre para outras denominações religiosas, para o poder público, para as mais diversas entidades e para a mesma sociedade civil como um todo.suscitando por parte delas, crescente interesse, sendo acolhida com simpatia, até mesmo para além da Comunidade Católica.

Entre tantas outras manifestações de apreço, lembro a Sessão Solene da Assembléia Legislativa de São Paulo, em Homenagem À Campanha da Fraternidade no Ano de 2009, que tratou do Tema: “Fraternidade e Segurança Publica “ com o Lema: “A Paz é Fruto da Justiça”.

Com esta caminhada histórica, a Campanha da Fraternidade tornou-se um marco referencial para a Ação Evangelizadora da Igreja Católica, a serviço do povo brasileiro, colaborando na promoção da fraternidade, da justiça e da paz.

Assumida pela CNBB, a Campanha da Fraternidade esta vinculada diretamente ao Secretariado Geral da mesma Conferência, que com aval do episcopado brasileiro, cada ano, cuida do seu planejamento, organização divulgação, elaboração e distribuição de subsídios organização em nível nacional, tendo como destaque o Texto Base.

“Fraternidade e a Vida no Planeta” é o tema da Campanha de 2011 que tem como Lema: “A Criação Geme em Dores de Parto” (Rom 8, 28), com o Texto Base, tendo um terço de páginas a menos em relação aos dos anos anteriores, que embora bastante enxuto, conserva a mesma metodologia tradicional do Ver - Julgar e Agir. A Campanha da Fraternidade, coincide com a Quaresma, que é por sua vez, a preparação para a celebração da Páscoa, a maior festa da Igreja Católica a ser privilegiada no tempo litúrgico, prioritariamente.

Sendo a Conversão, referência dinamizadora da Quaresma, através da oração, do jejum e da esmola, a Campanha da Fraternidade, precisamente enquanto proposta de Conversão à fraternidade evangélica nos oferece um ótimo auxilio e uma excelente oportunidade pratica para vivenciarmos essa mesma exigência requerida pela Quaresma.

Por esta razão, a Campanha da Fraternidade valoriza as celebrações quaresmais e os textos bíblicos próprios desse tempo litúrgico, tendo de próprio da Campanha, apenas a Oração e o Hino.

É bom ter presente que o tema da CF 2011 é bastante trabalhado seja pela Sagrada Escritura, como pelo Magistério da Igreja, em particular pelos últimos Papas e pela Teologia Pastoral, de Bento XVI, explicitamente relacionado com o tema desta Campanha e que pode enriquecer-lo com o sólido suporte da Doutrina Social da Igreja, em sua significativa expressão como a encíclica “Caritas in Veritate”, que trata precisamente do “Desenvolvimento Humano Integral na Caridade e na Verdade” e a Mensagem para a celebração do Dia Mundial da Paz, deste ano de 2010 com o tema: “Se queres cultivar a Paz, preserva a Criação”

"Desenvolvimento dos Povos, Direito e Deveres, Ambiente”é o conteúdo do Capítulo IV da citada encíclica, que desenvolve o que caracteriza de especifico este documento pontifício.

Outro pronunciamento do Santo Padre feito no inicio deste ano de 2010, e nesta mesma linha da encíclica citada, é a Mensagem para a celebração Dia Mundial da Paz, com o tema “Se queres cultivar a Paz, preserva a Criação”..

A convivência pacifica da humanidade é nessa mensagem de Bento XVI relacionada com o profundo significado e grande importância da Criação, como “O principio e o fundamento de todas as obras de Deus”, de que decorre o respeito que lhe é devido: afirmando ser sua preservação hoje essencial para a convivência pacifica da humanidade.

O Papa, insiste em alertar sobre o desleixo e abuso em relação à terra e os bens naturais coloca o desleixo e mesmo o abuso em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu, tão preocupantes, como os numerosos perigos que ameaçam a paz e o autentico desenvolvimento humano integral: à desumanidade do homem para com o seu semelhante, guerra, conflitos internacionais e regionais, atos terroristas e violações dos direitos humanos.

E afirma que torna-se indispensável que a humanidade renove e reforce “Aquela aliança entre ser humano e o ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de quem provimos e para quem estamos a caminho”.

Já na encíclica “Caritas in Veritate”, Bento XVI no capitulo IV “Desenvolvimento dos Povos, Direitos e Deveres, Ambiente”, trata da problemática do Desenvolvimento Humano e do Ambiente: realçando que o desenvolvimento humano integral enquanto intimamente ligado com os deveres que nascem da relação do homem com o ambiente natural, considerado como dádiva de Deus para todos, traz em sua utilização a responsabilidade comum para com a humanidade inteira, especialmente para com os pobres e as gerações futuras.

E nos alerta do risco que corremos de atenuar na consciência a noção de responsabilidade, quanto a natureza e sobretudo quanto ao ser humano, considerados simplesmente como fruto do acaso ou do determinismo evolutivo

É ainda afirmado nessa encíclica que a Igreja, “perita em humanidade”, evitando intervir sobre soluções técnicas específicas, também em função de sua missão, tem a peito chamar vigorosamente a atenção para a relação existente entre o criador, o ser humano e a criação.

Também é muito bem lembrado por Bento XVI, que já há vinte anos, em 1990, João Paulo II em sua Mensagem do Dia Mundial da Paz, com o tema: “Paz com Deus criador, Paz com toda a criação” chamava a atenção para a relação que nós, enquanto criaturas de Deus, temos com o universo que nos circunda, no qual vivemos, com o qual nos relacionamos e do qual usufruímos E se referia à uma consciência crescente de que a paz mundial está ameaçada, também pela falta de respeito devido à natureza. Consciência esta, que não deve ser reprimida, mas antes favorecida, de maneira que se desenvolva e vá amadurecendo até encontrar expressão adequada em programas e iniciativas concretas.

Em 1990, João Paulo II falava de: “Crise Ecológica” realçando o caráter prevalentemente ético de que a mesma se revestia e indicando a urgente necessidade moral de uma nova solidariedade.

Hoje, diante da proliferação de manifestações dessa crise, seria uma grave irresponsabilidade, não levar a sério e ficar indiferente perante as problemáticas que derivam de fenômenos como as alterações climáticas, desertificação, o deterioramento e a perda de produtividade de vastas áreas agrícolas, a poluição dos rios e dos lençõis de água, a perda da biodiversidade, o aumento das calamidades naturais, o desflorestamento das áreas equatoriais, e tropicais. Como descuidar o fenômeno crescente de pessoas que por causa da degradação do ambiente em que vivem se vêem obrigadas a abandona-lo, deslocamento forçado.

Avaliar a crise ecológica prescindindo das questões relacionadas com ela, nomeadamente o próprio conceito de desenvolvimento e da visão do homem e das suas relações com seus semelhantes e com a criação. Por isso, é decisão sensata realizar uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento e também refletir sobre o sentido da economia e dos seus objetivos para corrigir as suas distorções e deturpações .

O estado de saúde ecológica da terra exige da humanidade uma profunda renovação cultural e moral redescobrindo aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos.

Então é dever de todos exercer sobre o ambiente um governo responsável, tendo presente o que como lembra o Concilio Vaticano II: “Deus destinou a terra com tudo o que ela contem para uso de todos os homens e povos”.

A herança da criação pertence à humanidade inteira.

A Solidariedade Universal, quanto a uma gestão sustentável do ambiente e recursos da terra, é não só um fato e um beneficio para todos nós, mas também um dever, que não pode ficar a cargo das gerações futuras.

Igreja tem a sua parte de responsabilidade.em relação à ecologia, por existir na ecologia a ser formalmente tratado e por quem de direito, o aspecto teológico-pastoral.

A responsabilidade que a Igreja tem para com a criação ela também deve exercer em âmbito publico para defender a terra, a água e o ar, dádivas de Deus Criador a todos, protegendo o homem antes de tudo contra o perigo da destruição de smesmo.

Termino com votos de que o Texto Base CF 2011 aqui lançado nesta noite, seja por nós bem acolhido, estudado com interesse, frutuosamente assimilado e mais que tudo vivenciado por nós e ´por nossas comunidades, na próxima Quaresma.

Assim comprometidos, devidamente capacitados pelo Ver e pelo Julgar, nos empenhemos, como cidadãos e cristãos católicos, em garantir que de fato aconteça na Igreja e na Sociedade Brasileira o AGIR sugerido pelo tema Fraternidade e a Vida no Planeta e possivelmente ampliado e concretizado pela diversidade das realidades existentes na Igreja e na Sociedade.

O Texto da CF 2011 apresenta estas Propostas:

1. Resgatar o sentido profético do Domingo.
2. Conhecer seu consumo ecológico.
3. Gestos concretos para diminuir o consumo pessoa.
4. Relacionar a Cidade com o meio ambiente para preserva-.
5. Gestos concretos que preservem o ambiente nas comunidades Paróquias e Diocesanas.
6. Ações em nível mais amplo.
Posicionamento sobre a questões: - energética – desmatamento.- agronegócio.
7. Desenvolver políticas publicas preventivas de superação de situações de risco

Sem duvida, será uma feliz realidade o augúrio que João Paulo II fez à Igreja e a todos os Povos, á vinte anos, em sua Mensagem do Dia Mundial da Paz: “Paz com Deus Criador, Paz com toda a Criação" e Bento XVI retomou em sua mensagem este ano de 2011 "se quere cultiva aa Paz, preserva a Criação".
Dom Fernando Legal, SDB

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

LIÇÕES DE VIDA

UMA HISTORIA QUE NEM TODOS CONHECEM, MAS QUE NOS LEVAM A PENSAR.

LIÇÕES DE VIDA
AMIGOS PARA SEMPEM

Lições de Vida traduz no concreto do dia a dia de cada um de nós, uma grande verdade: Vivendo e Aprendendo.

A mesma natureza nos é Mestra nesta diuturna aprendizagem.

A natureza como um todo esta em continuo movimento de “de vir”, de crescimento na busca da plenitude do ser e do agir, marcado por um antes e um depois, por uma vida que morre para que novas vidas possam nascer, de um nascer que ao morrer se multiplica.

Entre infindos exemplos, tomemos o exemplo clássico na semeadura, em que a semente morre, passando no interior da terra, por um processo de gestação, por vezes bastante longo, exigente, trabalhoso e até estressante, que ao morrer se multiplique: “Em verdade, em verdade vos digo; Se o grão de trigo, que cai na terra, não morrer, fica só. Se, porém, morrer, produz muito fruto” (Jo 12, 24). É precisamente o que acontece com a semente da laranja, que não sendo laranja, tem em si tudo para ser laranja, uma vez plantada e cultivada.

Do plantio até a colheita, quanta coisa acontece a partir da escolha da semente e do terreno, das exigências próprias para cada tipo de semeadura, da chuva, do clima, do cuidado qualificado do agricultor, até que chegue a colheita e tenhamos a laranja.

A natureza não faz salto, não queima etapas, nada se colhe do dia para noite.

A pessoa humana adulta, é fruto de uma semeadura, em que sua potencialidade, contida no embrião, pelo processo de gestação, desabrocha e amadurece.

Já no útero materno, deste o inicio de nossa existência possuímos potencialmente os componentes essenciais do que seremos, herança genética herdada de nossos antepassados e enriquecida com infinito amor por Deus que nos criou à sua imagem e semelhança, (Gn ).

A qualidade desta gestação, a inserção social adequada, na família e na sociedade, trabalhada pela educação integral, assumidas conscientemente, garantem a identidade personalizada da cada pessoa humana, tornando-a madura, capaz de gerenciar a mesma natureza.

Assim, não seremos meras vitimas passivas de um destino irracional, determinista e inexorável.

Vivendo e Aprendendo, nos enriquecemos reciprocamente enriquecendo também nossas comunidades, tornando a vida bela, fraterna e solidaria, mais humana e mais cristã.

Como as palavras apenas movem, mas são os exemplos que atraem, a seguir ilustro quanto acima escrevi, com um fato, que é uma bela lição de vida, que poderíamos chamar: Da Rivalidade a uma grande Amizade.

O fato ocorreu em Madrí, na Espanha e teve como protagonistas dois grandes e famosos cantores – Plácido Domingo e José Carrera.

Plácido Domingo era madrileno e José Carrera catalão e apresentavam-se juntos para cantar em espetáculos, como bons amigos.

Mas é notória a rivalidade entre matrilenos e catalães, que lutam pela sua autonomia de Madri.

Por questões políticas, os dois tornaram-se inimigos desde 1984, ao ponto de quando solicitados para cantar, em determinados espetáculos, exigiam que constasse nos contratos clausulas que garantissem não atuarem juntos, portanto que o adversário não fosse convidado.

Em 1987, José Carrera se mostrava muito mais implacável que sei rival Plácido Domingo.

Foi quando em um diagnostico médico, José Carrera foi surpreendido por uma terrível leucemia.

Sua luta contra o câncer foi muito difícil, tendo se submetido a diversos procedimentos médicos, inclusive um transplante de medula óssea. Além da hemodiálise que o obrigava a viajar mensalmente aos Estados Unidos.

Nessa situação deixou de trabalhar e apesar de ser dono de uma fortuna razoável, os elevadíssimos custos das viagens e dos tratamentos, consumiram seu patrimônio.

Quando não tinha mais condições financeiras para tratar a doença, conheceu a existência de uma Fundação, em Madrid, cuja finalidade era precisamente apoiar o tratamento de doentes com leucemia.

Graças ao apoio dessa Fundação “Formosa”, José Carrera venceu a doença e voltou a cantar, recebendo os altos cachês que seus espetáculos mereciam.

Então resolveu associar-se à Fundação “Formosa”.

Ao ler os Estatutos dessa Fundação, descobriu que 0 fundador, maior colaborador e Presidente, era Plácido Domingo.

Muito depressa soube Carrera, que Plácido tinha criado essa Fundação para ajudá-lo e que tinha se mantido no anonimato para que ele não se sentisse humilhado ao aceitar o auxilio de seu “inimigo”.

Por ocasião de um encontro comovente dos dois, durante um concerto de Plácido Domingo em Madrid, José Carrera, da platéia interrompe o espetáculo, sobe no palco e humildemente se ajoelha aos pés, de seu inimigo e benfeitor, pede desculpas e agradece publicamente.

Plácido o ajuda a levantar-se e um forte abraço sela o inicio de uma grande e bela amizade entre os dois celebres cantores.

Interrogado por um jornalista sobre o porque se dispoz a ajudar um seu concorrente rival, Pacido Domingo responde: porque “UMA VOZ COMO AQUELA NÃO PODIA PERDER-SE”.

Resposta lapidar, com sabedoria rica de valores humanos e diria também cristãos, que apesar de divergências e interesses egoístas, é capaz de separar as coisas e de reconhecer com honestidade e justiça a competência até de um concorrente inimigo.

Ai esta meu amigo uma “LIÇÃO DE VIDA”

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A transfiguração do Senhor

O texto da Transfiguração do Senhor no monte Tabor encontra-se nos sinóticos (Mt 17,1-13), (Mc 9, 2-13) e (Lc 9, 28-36) e é celebrada pela Igreja na liturgia do dia 06 de agosto.

Em seguida à profissão de fé de Pedro: "...Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo", (MT 16, 16), Jesus Cristo faz o primeiro anuncio de sua paixão:

"...O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos escribas, ser morto e depois de três dias ressuscitar" (Mc 8, 31).

A Paixão, com a morte e a ressurreição e ascensão do Senhor, está no ápice da Ação Salvífica de Jesus Cristo, e se identifica com a vontade do Pai, fazendo-O obediente até a morte e morte de cruz:


"...Meu Pai, se é possivel, permití que passe de mim esse cálice; faça-se contudo, não como eu quero, mas como vós quereis" (Mt 26, 39).

Escandalizado e disiludido com este anúncio, Pedro tenta afastá-Lo dessa vontade do Pai, e Jesus, o rejeita drasticamente: "...Retira-te de mim satanás, tu me serves de escândalo, poque julgas de acordo com os homens e não de acordo com Deus" (Mt 16, 23).

A Ação Salvífica de Jesus Cristo, se caracteriza por ser Universal, tendo por destinatária toda a Humanidade, envolvendo a pessoa humana, sem qualquer discriminação e portanto, aceita por Deus: "Em qualquer nação, lhe é agradavel aquele que O teme e pratica a justiça" (At 10, 35)

Sendo universal, a Obra Salvadora de Jesus Cristo acontece numa dimensão essencialmente comunitária, como ensina o Concílio Vaticano II, porém sem ignorar que a pessoa humana, mesmo na comunidade, conserva sua individualidade e identidade:

"Aprouve contudo a Deus santificar e salvar os homens não singularmente, sem nenhuma conexão uns com os outros, mas constitui-los num povo, que o conhecesse na verdade e santamente O servisse" (LG no.8).

O Novo Testamento documenta exaustivamente a universalidade da Ação Salvífica de Jesus Cristo, que mesmo quando personalizada, sempre tem como referencial a Comunidade, como encontramos em 1Cor, 12, quando São Paulo se refere à diversidade pluralista dos dons e carismas dos diferentes membros do Corpo, tendo presente a complementariedade existente entre eles na composiçao do mesmo Corpo de Cristo, onde:

"Do mesmo modo que o corpo é um só e tem muitos membros e que todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. Todos fomos batizados em um só Espirito para formar um só Corpo, sejamos judeus ou gregos, escravos ou livres...Vos sois Corpo de Cristo e cada um por sua parte, sois membros dEle" (1Cor 12,12s.27).

Nesta perspectiva, o relacionamento de Cristo Salvador, com a humanidade se dá em diversos níveis, seja individualmente, seja em pequenos grupos, seja ainda em multidões.

Seguindo esta lógica, os evangelhos apresentam o relacionamento de Jesus, partindo da comunhão dEle com as multidões, depois com o grupo dos discipulos, chegando ao grupo dos doze, aos quais chama de Apóstolos, donde em certas ocasiões particulares, escolhe três; Pedro, Tiago e João, sem excluir contatos com outras pessoas singularmente.

"Retirou-se Jesus naqueles dias à montanha para rezar e passou toda a noite em oração a Deus. Quando raiou o dia, chamou seus discípulos. Dentre eles escolheu Doze, aos quais deu o nome de Apóstolos...Desceu com eles e parou em um lugar plano, juntamente com o numeroso grupo de seus discípulos e a grande multidão de povo..." (Lc 6, 12-17).

Portanto, do grupo dos doze apóstolos Jesus escolhe três, Pedro, Tiago e João como testemunhas da Transfiguração: "...toma Jesus consigo, à parte, somente Pedro, Tiago e João e os conduz a um alto monte" (Mc 9, 2).

Esse mesmo grupo dos três apóstolos, em outra situação, bem diferente da Transfiguração, foi escolhido pelo Senhor para ser-Lhe de conforto no momento mais dramático de sua paixão, no jardim das Oliveiras, Jesus:

"Toma consigo Pedro, Tiago e João e começa a encher-se de temor e angustia. E lhes diz: Minha alma esta oprimida de tristeza mortal. Ficai aqui e velai.


Nessa ocasião, depois de infindos gestos de um amor sem limites e gratuito, oferecidos generosamente pelo Divino Mestre, nas duas vezes em que Jesus buscou neles o conforto de um amigo, os encontrou dormindo. Não foram capazes de partilhar com o Mestre, sua solidão, seu sofrimento, que chegou ao suor de sangue.

Pelo contrário, no Tabor, perante o esplendor de Jesus Cristo transfigurado, Pedro no auge da felicidade, atônito aspira pela perenidade dessa visão arrebatadora:

"...Mestre é bom estarmos aqui. Façamos três tendas; uma para Vós, outra para Moises e outra para Elias" (Mc 9, 5)

Nessas duas situações, temos duas manifestações diferentes por parte dos três apóstolos, uma no Tabor, outra no Getsêmani. Em uma, Jesus Cristo deixa transparecer algo de sua divindade e em outra sua humanidade, duas realidades reveladas no misterio da Encarnação:


"Disse-lhe o anjo; Não tenhas receio, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Conceberas e daras a luz um filho e lhe poras o nome de Jesus...O Espirito Santo descera sôbre ti e a virtude do Altissimo te cobrira com sua sombra. É por isso que o Santo, que vai nascer, sera chamado Filho de Deus", (Lc 1, 30s . 35).

Na Transfiguração, é o mesmo Jesus do Getsêmani, em sua realidade humana trasfigurada pela sua divindade:



"...seu rosto tornou-se resplendente como o sol e suas vestes fizeram-se brilhantes como a luz" (Mt 17, 2),

A Transfiguração do Tabor deveria servir para encorajar os apóstolos a fim de não se deixarem abater pelas provações que viriam em breve com a paixão e crucifixão de seu Mestre.

No Getsêmani, é o mesmo Jesus da Transfiguração em sua realidade humana, marcada pelo sofrimento do suor de sangue, buscando lenitivo mas sendo abandonado pelos apóstoloso até mesmo pelo três que escolhera para conforta-Lo nesse momento; Pedro, Tiago e João:

"E lhes diz; minha alma esta oprimida de tristeza mortal . Ficai aqui e velai" (Mc 14, 34).

"Voltando para junto dos seus discípuos, encontrou-os dormindo e disse a Pedro, Assim não pudestes velar comigo nem uma hora e encontra os discioulos dormindo. Diz a Pedro,não pudeste velar nem uma hora?" (MT 26, 40).

Nossa reflexão sobre a Transfiguração (Tabor), caminhou na direção da Paixão (Getsêmani), colocando-nos diante de uma complexa questão existencial que nos questiona conforme a
V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe: "Como relacionar caminhos alegres, luminosos, com caminhos dolorosos e gloriosos". (Cfr DA 280b).
São Paulo, responde a este questionamento, consagrando à virtude teologal da Caridade todo o capítulo treze da primeira carta aos Corintios, em que exalta a sublime grandeza do Amor, evidenciando que:

a. em tudo o que fazemos ou possamos fazer, sem o Amor, não passo de um bronze que soa, (1Cor 13, 1) nada sou, (1Cor, 13, 2) isso nada me aproveita, (1Cor 13, 3).

b. O Amor é perpétuo em relação às demais virtudes e mesmo à Fé e à Esperança,
(1Cor 13, 3-10.12s).

c. As benemerências do Amor, (1Cor 13, 4-7).

Encontramos então no Amor todo o potencial que necessitamos para realizar a perfeita síntese entre a Transfiguração (Tabor) e a Paixão (Getesêmani).

Concluindo: Na Transfiguração

01. Ele nos prepara, como aos apóstolos, para a paixão que nos aguarda.

02. Ele nos escolhe para a missão, mesmo conhecendo nossa fraqueza, nossa fragilidade, nossa infidelidade.

03. Ele nos nos torna humildes, libertando-nos da presunção vaidosa que nos leva a super valorizar nossas forças, prescindindo de Deus.

04. Ele nos propõe a oração e a vigilância para não cairmos em tentação

05. Ele nos mostra como realizar no AMOR, a síntese entre a Transfiguração (Tabor) e a Paixão (Getsêmani).

Maria, Mãe do Jesus do Tabor e do Getêsemani, nos incentive e ajude na adesão ao caminho da vida e do serviço proposto por Cristo, permitindo aos cristãos aderir "aos caminhos alegres, luminosos, dolorosos e gloriosos de seu Mestre e Senhor" (DA 280b).

Dom Fernando Legal, SDB


Bispo Emérito de São Miguel Paulista

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

DIA DO PADRE



O dia 04 de agosto é o Dia do Padre, celebrado na festa de São João Maria Vianney, patrono dos Padres, particularmente dos Párocos.

O Cura d'Ars, de fato, é um perene modelo e incentivo para todo e qualquer Padre, sejam quais forem seus limites humanos, como também sejam quais forem suas qualidades, seus carismas e seus dons.

Este dia do Padre, de 2010, é o primeiro que acontece depois de solenemente encerrado em Roma, o Ano Sacerdotal, com a presidência do Santo Padre Bento XVI, em que como é notado em sua homilia, nos deixamos guiar pelo Cura d'Ars, por ocasião dos 150 anos de sua morte, voltando a compreender a grandeza e a beleza do ministério sacerdotal.

E o Papa nos lembra que:


"O sacerdote não é simplesmente o detentor de um ofício, como aqueles de que toda sociedade tem necessidade para nela se realizarem certas funções. É que o sacerdote faz algo que nenhum ser humano, por si mesmo pode fazer


1. Pronuncia em nome de Cristo a palavra da absolvição dos nossos pecados e assim, a partir de Deus, muda a situação da nossa vida.


2. Pronuncia sôbre as ofertas do pão e do vinho as palavras de agradecimento de Cristo, que são palavras de transubstanciação - palavras que O tornam presente a Ele mesmo, o Ressuscitado, o seu Corpo e o seu sangue ".

Por isso conclui o Papa, o sacerdócio não é simplesmente "ofício", mas sacramento.

Portanto, meu querido irmão Padre, temos razão mais que suficiente para louvar a Cristo Sacerdote pelo dom do seu sacerdócio, concedido ao senhor, mas em nosso favor, "todo pontífice... é constituido em favor dos homens..." (Hbr 5,1).

Nada mais justo do que reconhecer e agradecer seu sim de entrega radical para no que se refere a Deus, "... todo pontífice é constituido em favor dos homens, em suas relações com Deus..." (Hbr 5,1) estar ao nosso serviço, na Igreja e na Sociedade. E isto num momento dificil diante dos ataques que sofrem indiscriminadamen os Padres e que injustamente a Igreja esta recebendo.

O seu sacerdócio, nos coloca diante de algo impensavel: Jesus Cristo, o Bom Pastor, sumo e eterno Sacerdote, no cuidado de suas ovelhas, serve-se do Padre, um pobre homem, a fim de através dele estar presente para os homens e agir em seu favor.

O Papa chama isso de AUDÁCIA DE DEUS, uma vez que confia a seres humanos; que apesar de conhecer nossas fraquezas, considera os homens capazes de agir e estar presentes em seu nome.

É nessa AUDÁCIA DE DEUS, que Bento XVI ve o que de verdadeiramente grande se esconde na palavra "SACERDÓCIO".

Com isto o Papa quer despertar em nós a alegria por termos Deus assim tão perto e a gratidão pelo fato de ELE confiar em nossa fraqueza, nos conduzir e nos sustentar dia após dia.

O Dia do PADRE, no mês vocacional é para cada um e para todos, pessoa e comunidade, uma renovada tomada de consciência quando a grave, urgente e intransferivel responsabilidade de promover e cultivar as vocaçãos sacerdotais, para que a Igreja possa contar com muitas e santas vocações.


Nossa omissão, nossa falta de interesse e até nosso certo descredito e mais que isso nossa falta de fé e de compromisso com a pastoral vocacional, prejudica seriamente o crescimento e a consolidação do Reino de Deus, comprometendo a mesma Ação Evangelizadora da Igreja de Cristo.

Termino com as palavras do Papa ao saudar os Padres de lingua portuguesa presentes na monumental concelebração conclusiva do Ano Sacerdptal e na pessoa deles, a todos nós Sacerdotes de Cristo em sua Santa Igreja e no munso:

Meu querido irmão Padre, nessas palavras do Vigário de Cristo e Sucessor do apostólo Pedro sinta-nos bem presentes e comprometidos com sua vida e missão. Com a graça de Deus e o auxilio da Mãe Auxiliadora, queremos que o senhor possa sempre contar conosco.

Maria, Mãe especialissima dos sacerdotes, Estrela da Evangelização, grande mulher de fé e de amor, se tornou ao longo do séculos, fonte de fé, amor e vida, acolha nossos Pdres em seu materno coração

"Queridos sacerdotes dos paises de lingua oficial portuguesa, dou graças a Deus peloque sois e pelo que fazeis, recordando a todos que nada jamais substituirá o ministerio dos sacerdotes na vida da Igreja. A exemplo e sob o potrocínio do Santo Cura d'Ars, perseverai na amizade deDeus e deixai que as vossas mãos e os vossos lábios continuem a ser as mãos e os lábios de Cristo, Redentor da humanidade".

Dom Fernando Legal, SDB

Bispo Emérito de São Miguel Paulista.

domingo, 25 de julho de 2010

VOTAR BEM


Os Bispos Católicos do Regional Sul l, da CNBB (Estado de São Paulo), no cumprimento de sua missão pastoral, oferecem as seguintes orientações aos seus fiéis para a participação consciente e responsavel no processo politico-eleitoral deste ano.

1. O poder político emana do povo.

Votar é um exercício importante de cidadania; por isso, não deixe de participar das eleições e de exercer bem esse poder. Lembre-se de que seu voto contribui para definir a vida política do País e do nosso Estado.

2. O exercicio do poder é um serviço ao povo.

Verifique se os candidatos estão comprometidos com as grandes questões que requerem ações decididas dos governantes e legisladores: a superação da pobreza, a promoção da econimia voltada para a criação de postos de trabalho e melhor distribuição de renda, educação de qualidade paratodos, saúde, moradia, saneamento básico, respeito à vida e defesa do meio ambiente.

3. Governar é promover o bem comum.

Veja se os candidatos e seus partidos estão comprometidos com a justiça e a solidariedade social, a segurança publica, a superação da violência, a justiça no campo, a dignidade da pessoa, os direitos humanos, a cultura da paz e o respeito pleno pela vida humana, desde a concepção até a morte natural. São valores fundamentais irrenunciáveis para o convivío social. Isso também supõe o reconhecimento à legítima posse de bens e à dimensão social da socedade.

4. O bom governante, governa para todos.

Observe se os candidatos representam apenas o interesse de um grupo específico ou se pretendem promover políticas que beneficiem a sociedade como um todo, levando em conta, especificamente, as camadas sociais mais frágeis e necessitadas da atenção do Poder público.

5. O homem público deve ter idoneidade moral.

Dê seu voto apenas a candidatos com "ficha limpa", dignos de confiança, capazes de governar com prudência e eqüidade e de fazer leis boas e justas para o convívio social.

6. Voto não é mercadoria.

Fique atento à pratica da corrupção toral, ao abuso do poder econômica, à compra de votos e ao uswo idevido da máquina administratic na campanha eleitoral. Fatos como esses devem ser denunciados imediatamente, com testemunhas, às autoridades competentes. Questione também se os candidatos estão dispostos a administrar ou legislar de forma transparente, aceitando mecanismos de controle por parte da sociedade. Candidatos com um historicos de corrupção ou má gestão dos recursos publicos não devem receber nosso apoio nas eleições.

7. Voto consciente não é troca de favores, mas uma escolha livre.

Procure conhecer os candidatos, sua historia pessoal, suas ideias e as ropostas defendidas por eles e os patidos aos quais estão filiados. Vote em Candidatos que representem e defenda, depois de eleitos, as convicções que você também defende.

8. A religião pertence à identidade de um povo.

Vote em Candidatos que respeitem a liberdade de consciência, as convicções religiosas dos cidadãos, seus símbolos religiosos e a livre manifestação de sua fé.

9. A Família é um patrimônio da humanidade e um bem insubstituivel para a pessoa.

Ajude a promover, com seu voto, a proteção da família contra todas as ameaças à sua missão e identidade natural. A sociedade que descuida da família, destrói as próprias bases.

10. Votar é importante, mas ainda não é tudo.

Acompanhe, depois das eleições, as ações e decisões politicas e administrativas dos governantes e parlamentares, para cobrar deles a coerência para com as promessas de campanha e apoiar as decisões acertadas.


Aparecida, 29 de junho de 2010.

Dom Nelson Westrupp, scj

Presidente do Conser

Dom Benedito Beni dos Santos Dom Airton José dos Santos
Vice-Presidente Secretário-Geral